terça-feira, 3 de março de 2009

Um caso curioso de load balance

Continuando os passsos tortuosos de auto-aprendizado de ferramentas enterprise para o Linux, essa semana me deparei com um fantástico obeslico da gambiarra. Um script php que fazia um amagica utilizando um arquivo txt gravado (ou não anteriormente) que dividia o valor contido no arquivo por 2 se fosse par iria a um servidor, e se fosse impar ia par aoutro. Isso era chamado, meu Deus, de Load Balance pela equipe técnica... :o
Bom, sem me ater muito ao pre-estabalecido apelei ao nosso amigo Google e ele me levou a um produto muito interessante: o Balance. A url é: http://www.inlab.de/balance.html.

Bom o site é alemão mas as informações são em Inglês. Só para ter a idéia pode se fazer nat via redirecionamento entre servidores, ou seja, eu ainda não testei mas parece que o produto tem de tudo e o melhor. É free!!! :o

Vou ficando por aqui, e quando testar o produto que ao meu ver é o cúmulo da facilidade de instalação, eu insiro mais comentários por aqui.

Até mais...

domingo, 1 de março de 2009

Gato Net, Ilegal???

Bom, estava pesquisando sobre a opnião das pessoas ao Gato Net na internet e cheguei, graças ao "Tio Google", a vários blogs, claro que em grande maioria contra o método de aquisição de TV.
O que eu gostaria de dizer é bem simples. As empresas de telecomunicação no Brasil como um todo, estão em completo descaso com qualquer cercania de favelas ou áreas de risco. Ora se o Município do Rio de Janeiro hoje está envcravado de favelas, logo ela atende a uma área muito restrita e seleta de clientes.

Bom, para quem conhece um pouco sobre alguns regulamentos, assim como a telefonia, as empresas de telecomunicações e rádio estão são subordinadas e tem concessão do ministério das Comunicações, e este por sua vez cada vez mais "a serviço" de um conglomerado, que se você mora no Brasil, você deve ter escutado pelo menos falar que são as organizações globo. Estas últimas têm o direito dentro da Sky (que comprou a DIrectv) e a Net, ou seja 100% do mercado de tV a cabo é comandado pelas organizações Globo mas as empresas de telecomunicações estão atreladas a um contrato e este contrato passa pelo ministério das comunicações que por sua vez se encontra impregnado pelo tão famoso conglomerado de empresas Globo, e também não sei se você mora no Brasil, mas se mora, deve pelo menos ter escutado sobre eles, donos de jornais, empresas de TV aberta e da Net, Sky, e afins, ou seja 100% de empresas de TV por assinatura. Ainda tem mais, o pacote de 3 meses gratuitos que você cita, deve ter sido por eles deterem uma fatia bem curta do mercado, graças ao atendimento restrito e à tentativa de vender canais que são gratuitos lá fora, e se consegue até ver por streaming.
Longe de mim estar fazendo apologia ao ilegal, mas se o ilegal existe, nesse caso, é porque o Estado ou os meios competentes foram na verdade incompetentes.

Como configurar NFS (Cliente/Servidor no Fedora)

Essa semana, no trabalho, me deparei com o um cenário interessante de migração. Estamos começando a fazer testes na produção, com estações Linux para economizar nas licensas e um amigo meu queria mapear uma pasta para que o eclipse funcionasse com seu esquema remotamente.
Sendo um compartilhamento feito para Windows na época do antigo ambiente, foi feito em cima do Samba. Como preparava um outro servidor não pude dar a devida atenção ao problema, somente citei que seria mais tecnicamente coreto se fosse feita via NFS e não por Samba, já que teria que se ir a um protolo não nativo tendo-se uma solução mais rápida e segura, então esse meu amigo foi vasculhar a Internet atrás de um tutorial e no final me disse que só encontrava meios de compartilhar e acessar um compartilhamento por samba. Não sei se o problema é porque o NFS é nativo e qualquer usuário Linux tem a noção de como mapear uma unidade NFS, que não é o caso do pessoal da produção, que apesar de programadores não manejam muito o Sistema do Pinguim. Bom então surgiu a idéia de fazer esse mini-tutorial sobre NFS.
Primeiro para quem não sabe o que é o NFS, é um protocolo de comparitlhamento de arquivos bem antigo, que rodava nas antigas estações Unix e com o advento do Linux foi encorporado e hoje em muitas distribuições de Linux vem habilitado mas não configurado, e em outras tem que se instalar. Eu como usuário do Red Hat|Fedora vou tentar passar o como configurar um servidor e como mapear e até como manter uma pasta remota em seu login (mapeamento permanente).
Como qualquer coisa que configuramos na vida, começamos pelo servidor, pois é ele que vai oferecer a pasta para conectarmos posteriormente com o nosso cliente. Deste lado (servidor) temos que nos preocupar com um arquivo de configuração chamado exports que fica na pasta /etc. Inicialmente este arquivo é vazio, pois não temos nenhuma pasta a oferecer. Então para editá-lo vamos ao nosso velho vi: vi /etc/esports. A sintaxe deste arquivo é:

/pasta/a/ser/compartilhada máquinas a acessarem a pasta compatilhada com wildcard (opções de montagem), onde:

/pasta/a/ser/compartilhada - endereço da pasta desde o diretório raiz (/);

máquinas a acessarem a pasta compatilhada com wildcard - endereço IP com máscara (*) dós possiveis clientes

opções de montagem - opções de montagem. As mais usuais são:

rw - a pasta será disponibilizada para leitura/escrita

ro - a pasta será disponibilizada como somente leitura

sync - espera o resposta do cliente para continuar enviando um pacote (mais lenta e "possívelmente" mais segura)

async - não espera o resposta do cliente para continuar enviando um pacote (mais rápida e "possívelmente" menos segura)

Para maiores detalhes e opções digite o man 5 exports no bash.

Note que os parênteses entram na sintaxe. Alguns exemplos abaixo podem ser vistos também.

a) /dk01 10.0.0.* (rw,async)

No exmplo acima, a pasta /dk01 será disponibilizada para as máquinas com endereço IP começando com 10.0.0, com o sclientes com acesso de leitura/gravação, de forma assíncrona. Particularmente uma boa forma de configuração de uma pasta onde todos possam ter acesso de RW.

b) /usr56/modelos 192.168.*.* (ro,async)

Neste exemplo temos a pasta /usr56/modelos para as máquinas com IP inicando em 192.168 com permissão de somente leitura, e de modo assincrono.

Depois desse "herculíneo trabalho" é restartar o serviço de nfs do servidor. Para isso execute o comando: service nfs restart ou para os mais ortodoxos /etc/init.d/nfs restart.

Acabamos de montar o servidor. Agora basta ir nos clientes que acessarão as máquinas e fazer o compartilhamento via nfs. Teríamos que ter uma pasta para representar o ponto de montagem.

mkdir /dir_remoto

Em seguida, motamos a pasta remota como comando mount da seguinte maneira:

mount 10.0.0.1:/dk01 /dir_remoto

Pronto. Já temos a pasta remota com uma representação em nossa máquina em /dir_remoto.

Viu, simples!

Bom, para termos um compartilhamento persistente, como uma pasta que monta em nossa inicializ~ção, basta incluir uma linha no /etc/fstab. Sua sintaxe seria:

10.0.0.1:/dk01 /dir_remoto nfs noauto,users,exec 0 0

Pronto! quando você digitasse mount /arquivos_remotos, automaticamente o Linux faria todo o trabalho para você. Caso quisesse iniciar com a pasta montada, apenas trocaria o noauto por auto ou mesmo omitiria (default=auto)



Espero ter ajudado alguém pela Web. Até a próxima.