domingo, 23 de dezembro de 2007

Sobre o aprendizado

Tenho muito a aprender... Com toda certeza todos nós temos.

Existe um provérbio chinês que diz: "Ninguém é tão grande que não possa aprender e nem tão pequeno que não possa ensinar".

Durante muito tempo eu me fiz de conhecedor para não ser humilhado ou subjulgado. E com isso eu perdi muitas oportunidades para aprender muito sobre muitas coisas. Afinal, não nasci bonito, nem rico, nem na adolescência tinha um carro, nem sequer era um grande craque...  :)

Minha família renegava qualquer desculpa por não saber fazer algo ou desconhecer algum assunto. Com isso eu criei um arrastre dentro da minha conduta de saber sem sequer estudar, apenas com uma citação era capaz de entender a fundo a matéria citada. Isso me fez perder grandes oportunidades de aprender, apesar de ter me dado uma capacidade de auto-didática, ou sei lá como se chama.

Outra grande barreira foi que durante muito tempo, eu me prendi a sonhos, imaginei estar em outras vidas, em outros corpos, mas isso só me valeu para não sofrer as condições em que estava vivendo. Um cara discriminado pelo que é, um sujeito mediocre que apanha de todo mundo no colégio e que não tem nada a oferecer e que no final tem mesmo é que ficar na média pois não consegue se destacar em nada, tem que ter suas compensações. E assim eu fui vivendo uma vida de D. Quixote.

Isso tudo para não me remeter ao que sou... Um ser humano, falho com muitas dúvidas e sendo a toda hora sacramentado por não ser alguém (alguém no conceito da sociedade em que vivemos) que saindo de um lugar um pouco abaixo da média de seu meio imediato (filho de costureira com um cara que não passou de soldado da polícia militar convivendo com garotos que eram filhos de comerciantes de bairro, ou "pequenos burqueses") fez sua história achando que é muito interessante estar acima da média em alguma coisa, quando na verdade ninguém está acima da média.

Xiiii, agora complicou... Deixa eu explicar!

Enfrentando os problemas iniciais eu adotei um papel de "intelectual" misturando um pouco de "experiente" e com isso eu fiz minha "camada de destaque". E para eu não "ver"o que estava acontecendo, eu misturei a tudo isso um "Quixotismo", uma vida fora do existente que acabou por dar um plano de fundo à experiencia necessária para a camada do destaque. Brilhante!!! Se eu tivesse pensado nisso tudo eu seria Thomas Crow.

Há pouco tempo atrás enquanto eu fazia um "cursinho" que me deu bastante base de conhecimeto para o que utilizo hoje, eu descobri uma coisa: humildade é tudo para se conquistar conhecimento de verdade. Essa humildade é dificil quando se está viciado em se saber,ou tem de se saber, ou será discriminado, ou mesmo posto na "cova rasa".

Bom, até aí é história. Mas como não gosto de deixar nada a mercê do passado e gosto de dar uma amarração de historicidade em tudo, então voi a la...

Hoje eu me encontro precisando aprender. Cada vez mais eu me vejo como um nada no conhecimento, com uma capacidade cada vez mais limitada para aprender (pelo que sinto) e com um comportamento cada vez mais arisco quanto a novidades ou alterações. No fundo acredito estar passando por uma fase que renega tudo aquilo que tenho feito na minha vida toda. Além do mais a vida já me deu experiências, ora boas, ora ruins, de coisas que eu tinha de ter "outras vidas" para tê-las. Apesar de tudo, aprendi muito sobre muita coisa e isso é bom. Meu único arrependimento foi não ter aprendido mais, pela falta de humildade de dizer que não sabia.

Vendo isso, eu só posso ter uma conclusão. Preciso de um pouco mais de atenção para exercitar essa tal humildade e com isso começar a fazer crescer ou mesmo nascer em mim um verdadeiro aprendizado.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Vencedores e Perdedores

Aos vitoriosos eu os condeno, e eu não os apóio. Eu prefiro os degradados, os loucos, os infantis, os derrotados, porque a estes falta algo. Falta-lhes no mínimo atenção e inspiração. Aos vitoriosos, não lhes falta nada.

No sistema de valores que nos é ensinado não nos passam as derrotas, as diabruras da vida. Essa parte não nos é ensinada. E quando nos ocorre, passamos de vencedores a vítimas, de vultuosos a culpados em apenas uma ação, que sem pensar nos ocorre, talvez por acreditarmos que seria o melhor que poderíamos fazer, ou mesmo que é habitual em nosso meio.

E é assim porque acostumamos a ver a vitória como objetivo, alias, único objetivo a ser alcançado e não mais uma barreira a ser quebrada. E se não conseguirmos? Nos resta a amargura da frustração.

E de frustração em frustração, entramos em um círculo tal que quando vemos, estamos à beira de um precipício, prontos para nos jogarmos. Se não acordarmos a tempo, podemos nos ver em queda livre e em poucos segundos estamos estatelados no chão.

Este é um quadro que formula loucos, psicopatas, genocidas, fratricidas, “serial killers”, e todo o tipo de “patias” que a sociedade moderna fica “sem entender o porque”, pois está tão mergulhada em admirar o belo que o feio não lhe é perceptível. é agradável ver que alguém está ganhando rios de dinheiro, mas não é nada agradável ver que o vizinhos morre de fome.

Este é um quadro, em que cada dia mais eu vejo gente de excelente qualidade ser empurrada. Pois se existe um vencedor tem de haver um derrotado. E se a partida é contínua, cada vez mais o derrotado fica em desvantagem, até que não lhe resta mais nada a não ser apelar a outros "tipos de regras".

E se marginaliza ainda mais a pessoa que entra na vida do isolamento ou do problema psiquiátrico. E se isola mais essa pessoa, fazendo com que este fique ainda mais longe do jogo.

No início do século XX, a um “louco”, isolava-se em uma “sala de loucos” e lhes dava apenas comida. Um século depois, e ainda isolamos nossos loucos, só que num “mundo próprio”, num mundo químico que só faz com que o individuo portador de uma doença, muitas vezes simples e sem nenhum prejuízo social possa ser anestesiado e “amarado” por milhões de bolinhas ou drogas que “curam” a dor. E ainda por cima proíbem os narcóticos. E não se entende porque o consumo de drogas aumenta a cada dia!!! O que está se fazendo com nossa juventude??? (risos)

Apesar de não acreditar que esse caminho seja são ou que leve a algum lugar, acredito que compreendo o que fazem entrar.

Pois bem, esse tema é muito complexo para se explicar somente numa postagem, mas acredito que os degradados são os vitoriosos. Vitoriosos porque não têm nada o que perder, vitoriosos porque a qualquer momento podem fazer verdadeiras revoluções com suas vidas, vitoriosos porque fazem de seu viver um viver não um simples combate para vencer a cada dia. E quando falo dos degradados, falo não daqueles que não conseguiram, mas ainda continuam tentando ser “alguém” nessa sociedade acéfala, mas daqueles que tentam sobreviver no mundo, daqueles que merecem viver e que tem alegria nisso, apesar de tudo parecer conspirar contra eles, daqueles que mesmo necessitados, ajudam a aoutros.

A esses eu presto meu sincero agradecimento pela luta que venho empenhando nesses anos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Sobre a Violência

Hoje, aproveito que estamos chegando ao dia 2 de outubro, dia Internacional da Não-violência, para falar um pouco sobre minha visão e de alguns amigos sobre a violência e tentar expor uma saída, sei que uma saída que depende de todos, mas se entendemos a violência como uma usurpação de direitos de um indivíduo por outro, devemos ver os "porquês" e os "para onde" essa violência está levando e sendo levada por toda a sociedade.
Há muito tempo atrás um americano, Henry David Toreau, escreveu um ensaio de nome "Desobediência Civil", que cita algumas mazelas do Estado americano em sua época, como o serviço militar, o escravatura, entre outros. Este livro pode ser considerado para alguns o marco do anarquismo. Este livro algumas décadas depois seria lido por um indiano, que pelos seus seria chamado de Mahatma Gandhi, que iniciaria uma luta contra o Estado Britânico, de aspectos similares ao Estado Americano da época de Toureau e que chegaria a conseguir a independência de um país que hoje chamamos de Índia.
A Metodologia de Gandhi serviu de ... para um pastor negro Americano, de nome Martin Luther King que inicia uma luta por igualdade de direitos civis para negros e brancos nos EUA, o que eclode na denominada marcha do 1 milhão, onde são reunidas cerca de 1 milhão de pessoas no Capitólio americano.
Bom, hoje, a Índia continua independente e nos EUA, os negros podem votar e têm os mesmos direitos civis de um cidadão branco (ao menos pode pedir por isso).
Mais a frente um argentino, durante a ditadura militar na América Latina, resolve retomar o tema da não-violência e lança uma nova ideologia: o Novo Humanismo. Já não é seu tema somente a igualdade de direitos ou a libertação de uma país, mas a liberdade e igualdade de direitos de todo o ser humano e cita não só a violência física ou a discriminação como pontos de conflitos mas a violência psicológica (opressão), a violência sexual (a diferença entre funções e sexos) a violência econômica (a exploração) , a violência religiosa (o fanatismo e a diferenciação entre fiéis) entre outras tantas, que mesmo porque cometemos penos atos (falhos ou conscientes) e nem sentimos ou entendemos por violência.
Quando um patrão deixa de dar emprego a alguém por que este é de uma religião diferente da do outro, ou porque o candidato não tem "aparência", este patrão está cometendo uma série de violências que o outro absorve e passará num ciclo quase imutável.
Durante uma determinada fase da história não havia muita diversidade, as pessoas costumavam ter um senso comum, uma mesma religião de uma tribo, irem a uma mesma igreja (religião), terem confiança em uma mesma liderança (política), condenarem e terem os mesmos traços de comportamento (social), mas hoje, com o mundo cada vez mais globalizado, com os escândalos ocorrendo sem parar nas lideranças, e com a "liberdade de crenças e credos" e a "liberação sexual" entre outros aspectos, o indivíduo fica cada vez mais divergente do grupo que está a sua volta. E juntando com o isolamento que "sobrevoa" as nossas cabeças, com cada um cuidando dos seus próprios problemas e não do conjunto, as diferenças vão crescendo e com isso o estranhamento e com isso a banalização do ser humano vai aumentando, chegando ao ponto que um parente ou mesmo os nossos pais não são mais seres humanos, mas sim provedores do nosso dinheiro e sustento, e que se eles não executam bem a sua "função" poderiam estar mortos. :o
É preciso que haja uma "responsabilidade conjunta", uma verdadeira "re-educação" para que os indivíduos possam voltar a viver legitimamente em sociedade. A essa responsabilidade conjunta damos o nome de Não-violência ativa, ou seja uma responsabilidade para que frente a qualquer ato que detectamos violência façamos algo não-violento para reverter ou mudar a situação corrente. A Não-violência Ativa não é simplesmente abraçar um abraço na Lagoa para pedir paz porque a classe média está assustada com os altos índices de violência em que está submergida, ou andar alguns quilômetros porque uma criança de classe média morreu de forma desumana arrastado por alguns mentecaptos escondidos atrás de uma arma de fogo.
Na verdade, se a violência não tem classe social para nascer (digo violência no sentido mais amplo, como violências intangíveis que praticamos e nem percebemos), porque vai depender de uma passeata, ou de faixas na janela para parar. Além disso, essa violência tão enquadrada em tantos manifestos e atos, é só uma manifestação do monstro que aflige a sociedade como um todo.
É preciso parar com a violência em todos os seus aspectos ou estaremos vivendo num verdadeiro mundo artificial, pois a ganância faria com que alguns continuassem controlando de uma forma mais sutil a vontade dos demais, com aspectos como polícias, exércitos, etc... Mas isso eris um tema para outro post.
Aproveito aqui essa linda data para convidar a todos para convidar a todos para os atos que ocorrerão em diversas partes do mundo e no brasil, até onde eu sei estraão acontecendo no Rio de Janeiro , São Paulo e Curitiba, simultâneos. o link do spot é: veja aqui

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Um novo post

Depois de um bom sumiço, estou por aqui de novo: Blogando.
Bem, acredito que tive bastante coisas para colocar aqui, o que na verdade eu ficaria por aqui umas 10 horas digitando sem parar, e o que deixaria o texto entediante ou mesmo sem sentido. Por isso, vamos "pular" esse meio-tempo e prometo não me afastar por tanto tempo. Tentarei fazer um resumo em poucas linhas do que passou até agora...
Alguns amigos de vários regiões do planeta tiveram nos Andes, gostaria de ter ido para lá para a celebração anual da Mensagem de Silo. Mas como sempre estou com muito trabalho e pouco dinheiro o que impossibilitou minha ida. Este ano não é para eu viajar, eu tive cinco oportunidades e até agora só fiz uma. Mas é bom dar uma descansada depois de trabalhar viajando para vários lugares do Brasil e no ano passado tendo que ficar durante 6 meses indo e voltando para Guaratinguetá, "lambendo um pouco as crias" e curtindo um pouco a família, os amigos de infância, etc.
Fora isso eu tenho me dedicado bastante em organizar minha vida... Pois é um grande avanço foi a matrícula numa auto-escola. Para os que me conhecem, isso é um "salto" grande... :)
tenho me dedicado bastante para começar a fazer os exames, o que para mim é um novo mundo.
Por falar em novo mundo, a experiência de entrar em um novo mundo é algo significativo e que rejuvenesce a gente, faz a gente não se sentir tão responsável por algo que aconteça, enfim, é um estado muito bom.
Vi alguns filmes como o contemporâneo espanhol "O labirinto do Fauno" - um coto de fadas na espanha da década de 40. Um filme estupendo no jeito de como o diretor põe o tema das escolhas. No meu ver, a personagem principal tinha duas escolhas de caminho, a primeira da obediência cega a alguém mais sábio, mas como "falhou em sua missão" entra em segundo momento onde ela tem que ser sábia o suficiente para ter seu reino de volta e salvar o mundo subterrâneo.
Bom, acho que é só, mas estaremos mais contato a partir de agora, asseguro!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Sobre o erro

Olá pessoal,
Ontem eu tentei postar algo, mas cometi um erro absurdo e primário de sair do login do gmail e com isso apagou-se o cookie que me mantinha no ar... Quem desenvolve para web sabe o que eu digo, e como esta postagem não é exatamente sobre informática me atenho por aqui.
O que eu queria compartilhar é muito profundo, tem a ver com aprendizado e sobre pontos de vista. Por isso não me critiquem se eu der aqui uma de “pensador-mirim”. Acredito que os registros se apagaram, mas a lição não.
Bom estava eu conversando com uma amiga minha de pouco, que apesar de tudo posso considerá-la como uma grande amiga e prefiro não citar nomes, e ela vinha me dizendo que um "palhaço" (porque esta designação é a mais apropriada para quem gosta de fazer graça que não tem a ver) estava espelhando erros antigos em seu ambiente de trabalho, erro estes que tinham a ver mais com a época em que estava em formação, do que com a postura cotidiana desta pessoa.
Entrando mais profundamente nessa história de erros e acertos, e isso tem mais a ver com crenças pessoais do que propriamente com conceitos pré-estabelecidos os quais eu não suporto, os erros são muito mal encaixados na sociedade atual.
Somos criados para sermos vencedores. Vencedores não erram. Mas nos esquecemos que não aprendemos somente com a contemplação mas (e mais) com a experiência.
Nenhuma criança aprende matemática na "Escolinha da Tia Maricota" só olhando como se executam as operações básicas ou como se resolve uma equação. Todos aprendem a escrever corretamente através de ditados... Então porque não podemos errar, pois estamos ainda experimentando. Afinal o que é a vida, senão uma "experimentação consecutiva"?
Se não errarmos pelo menos uma vez na vida, não sentiremos a sensação da frustração ou das pessoas se virarem contra a gente. Não que os outros no momento do erro tenham que aceitar o erro no momento em que este acontece, mas temos que aceitar o nosso erro e não fugir.
Teríamos mas, mas estou cansado de escrever por aqui.

sábado, 7 de abril de 2007

Iniciando por aqui

Bom, estou por aqui vendo como se faz um blog. Quem sabe eu aprenda um pouco já que sempre ouvi e sempre experimentei a coisa que se aprende mais compartilhando do que guardando o que se aprende para si mesmo, pois compartilhando a gente acaba relacionando os elementos que estão na nossa cabeça.
Hoje em dia todo mundo tem um blog, então eu resolvi fazer o meu. Não desejo que seja muito visitado pois nunca fui bom com as palavras (meus amigos que o digam), mas acredito que aqui vou "vomitar" algumas coisas que eu não conseguiria publicar na mídia convencional (não iria vender um exemplar sequer) , truques que eu consiga fazer no desenvolvimento de um aplicativo ou mesmo alguns "flashes" que surgem na minha cabeça.
Um pouco sobre mim: Faço parte do Movimento Humanista há cerca de 17 anos, (isso mesmo!!!) fazendo trabalhos sociais, organizando grupos novos, animando pessoas, enfim todo mundo deseja no fundo um mundo melhor, eu pelo menos tento fazer algo por isso...
Na minha carreira profissional, trabalho com informática desde a minha adolescência, ora com suporte/rede, ora com aulas, ora trabalhando com a parte mais árdua: programando. Esta versatilidade me deu um pouco de experiência em diversas áreas da informática.
Tenho um "filhote" lindo (sou pai coruja mesmo)que está crescendo e também falarei sobre minha experiência com ele aqui.
Bom, espero que este bolg seja algo diversificado e que não fique nem no sentimentalismo, nem na "filosofia de bar", nem na parte técnica de alguma ciência ou técnica.
Bom, apresentados os objetivos temos um bom motivo para começar a nos relacionar por aqui.
Como dizia o Patolino, "Por hoje é só pessoal..."