Essa semana, no trabalho, me deparei com o um cenário interessante de migração. Estamos começando a fazer testes na produção, com estações Linux para economizar nas licensas e um amigo meu queria mapear uma pasta para que o eclipse funcionasse com seu esquema remotamente.
Sendo um compartilhamento feito para Windows na época do antigo ambiente, foi feito em cima do Samba. Como preparava um outro servidor não pude dar a devida atenção ao problema, somente citei que seria mais tecnicamente coreto se fosse feita via NFS e não por Samba, já que teria que se ir a um protolo não nativo tendo-se uma solução mais rápida e segura, então esse meu amigo foi vasculhar a Internet atrás de um tutorial e no final me disse que só encontrava meios de compartilhar e acessar um compartilhamento por samba. Não sei se o problema é porque o NFS é nativo e qualquer usuário Linux tem a noção de como mapear uma unidade NFS, que não é o caso do pessoal da produção, que apesar de programadores não manejam muito o Sistema do Pinguim. Bom então surgiu a idéia de fazer esse mini-tutorial sobre NFS.
Primeiro para quem não sabe o que é o NFS, é um protocolo de comparitlhamento de arquivos bem antigo, que rodava nas antigas estações Unix e com o advento do Linux foi encorporado e hoje em muitas distribuições de Linux vem habilitado mas não configurado, e em outras tem que se instalar. Eu como usuário do Red Hat|Fedora vou tentar passar o como configurar um servidor e como mapear e até como manter uma pasta remota em seu login (mapeamento permanente).
Como qualquer coisa que configuramos na vida, começamos pelo servidor, pois é ele que vai oferecer a pasta para conectarmos posteriormente com o nosso cliente. Deste lado (servidor) temos que nos preocupar com um arquivo de configuração chamado exports que fica na pasta /etc. Inicialmente este arquivo é vazio, pois não temos nenhuma pasta a oferecer. Então para editá-lo vamos ao nosso velho vi: vi /etc/esports. A sintaxe deste arquivo é:
/pasta/a/ser/compartilhada máquinas a acessarem a pasta compatilhada com wildcard (opções de montagem), onde:
/pasta/a/ser/compartilhada - endereço da pasta desde o diretório raiz (/);
máquinas a acessarem a pasta compatilhada com wildcard - endereço IP com máscara (*) dós possiveis clientes
opções de montagem - opções de montagem. As mais usuais são:
rw - a pasta será disponibilizada para leitura/escrita
ro - a pasta será disponibilizada como somente leitura
sync - espera o resposta do cliente para continuar enviando um pacote (mais lenta e "possívelmente" mais segura)
async - não espera o resposta do cliente para continuar enviando um pacote (mais rápida e "possívelmente" menos segura)
Para maiores detalhes e opções digite o man 5 exports no bash.
Note que os parênteses entram na sintaxe. Alguns exemplos abaixo podem ser vistos também.
a) /dk01 10.0.0.* (rw,async)
No exmplo acima, a pasta /dk01 será disponibilizada para as máquinas com endereço IP começando com 10.0.0, com o sclientes com acesso de leitura/gravação, de forma assíncrona. Particularmente uma boa forma de configuração de uma pasta onde todos possam ter acesso de RW.
b) /usr56/modelos 192.168.*.* (ro,async)
Neste exemplo temos a pasta /usr56/modelos para as máquinas com IP inicando em 192.168 com permissão de somente leitura, e de modo assincrono.
Depois desse "herculíneo trabalho" é restartar o serviço de nfs do servidor. Para isso execute o comando: service nfs restart ou para os mais ortodoxos /etc/init.d/nfs restart.
Acabamos de montar o servidor. Agora basta ir nos clientes que acessarão as máquinas e fazer o compartilhamento via nfs. Teríamos que ter uma pasta para representar o ponto de montagem.
mkdir /dir_remoto
Em seguida, motamos a pasta remota como comando mount da seguinte maneira:
mount 10.0.0.1:/dk01 /dir_remoto
Pronto. Já temos a pasta remota com uma representação em nossa máquina em /dir_remoto.
Viu, simples!
Bom, para termos um compartilhamento persistente, como uma pasta que monta em nossa inicializ~ção, basta incluir uma linha no /etc/fstab. Sua sintaxe seria:
10.0.0.1:/dk01 /dir_remoto nfs noauto,users,exec 0 0
Pronto! quando você digitasse mount /arquivos_remotos, automaticamente o Linux faria todo o trabalho para você. Caso quisesse iniciar com a pasta montada, apenas trocaria o noauto por auto ou mesmo omitiria (default=auto)
Espero ter ajudado alguém pela Web. Até a próxima.
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